sábado, 12 de fevereiro de 2011

Capitulo 5


                   5. A confiança
             Numa época muito, muito antiga vários clãs viviam em total harmonia e paz, o clã dos Abysm tinham uma pequena rixa com o clã dos Vaick, mas nunca chegaram a entrar em guerra, ambos os clã se achavam superiores ao clã oposto, os clãs de fora dessa rixa, os Tchikên e os Silen concordavam e diziam que os Abysm e os Vaick era sim os mais fortes, tudo isso mudou quando um guerreiro chamado Easley o mais forte depois do líder do clã Abysm se revoltara com o que acontecia.

            -Temos que lutar, não podemos ser tratados como um clã inferior- disse Easley com ódio em suas palavras ao líder na frente de todo o clã.

            -Não entraremos em guerra Easley – Disse o líder com tranqüilidade em suas palavras.

            -Estou começando a questionar quem realmente é superior aqui, acho que o único realmente superior neste clã sou eu- disse Easley indo embora pelo portão da vila do clã.

             Meses depois Easley reaparece e desafia a liderança do seu clã, mas o líder do clã se nega a lutar com Easley, Easley por outro lado sofrefra um tipo de transformação e por isso Easley não correu para um ataque mortal apenas matou o líder com suas mãos sem nem encostar no líder, o líder parecia se contorcer de dor, e ficara a se debater no chão, todos do clã viram aquilo e pegaram suas espadas e armas para matar Easley, mas Easley havia ficado muito poderoso,  a cada golpe que tavam em Easley ele se esquivava e com seu braço direito com a tatuagem negra da cor meio que vermelha mata qualquer um com apenas um golpe, ele massacrou seu próprio clã naquela noite, os outros clãs ficaram a saber o que acontecera mais não podiam fazer nada, naquela noite o clã Abysm quase fora extinto só sobrara apenas alguns que deram continuidade ao ciclo de sangue dos Abysm.

               Não sabia se era noite, não havia nuvens nem estrelas no céu, apenas a escuridão me cercara, eu estava deitado, podia sentir um corte profundo nas costas, sabia que não sobreviria, estava perdendo muito sangue, comecei a me lembrar, como tudo era simples antes dessa marca aparecer,o que aquele cara queria com Aaron? Porque os dois sumiram, bem naquela escuridão a única coisa que me sobrara fazer era pensa, Aaron parecia me proteger, será que ele deixara ser levado para me poupar, isso era inaceitável Aaron era muito superior a mim, ele quem tinha que se conservar ele tinha que treinar para que fica-se cada vez mais forte, eu não pude ajudá-lo me deixei ferir por falta de concentração, era inaceitável, INACEITÁVEL, e agora estou aqui, morrendo no meio da escuridão.

              Não eu não podia esperar a minha morte ali parado enquanto Aaron precisara de minha ajuda, eu tenho que encontrá-lo, porem mesmo que o encontre eu apenas acabaria sendo morto por aquele cara das laminas, Aaron teria que esperar, ele teria que esperar ate que meu treinamento fica-se completo, eu não tinha tempo eu tinha que voltar, eu tenho que treinar.

             -EU soou um Abysm, não me darei por vencido assim- falei com a voz fraca, fixei as palmas das mãos no chão na escuridão e tentara me levantar mais a dor nas costas e meu ombro meio que sem conseguir mover, estava dificultando tudo, mas eu estava convencido, era hora força e perseverança, era hora de demonstrar confiança por quem eu era e quem eu seria, tentei mais uma vez, sentirá uma dor extremamente forte, gemia de dor em certos momento, ate que finalmente consegui ficar em pé, ficar em pé não estava sendo fácil eu estava no meu limite mais não queria desistir e queria superar meu próprio limite, mesmo sem forças nem condições comecei a fazer minha serie de movimentos que serviam como aquecimento para meu treinamento.

             Logo comecei a fazer flexões e flexões, a cada flexão que fazia a dor nas costas aumentava, era muito doloroso fazer aquilo, eu me estava me julgando forte ou extremamente com sorte, eu já deveria estar morto por falta de sangue no corpo.comecei a questionar se realmente estava vivo, eu devo estar morto no meio de toda essa escuridão, não parei para questionar isso por muito tempo, eu não queria voltar a perder a minha concentração tão facilmente, foquei naquele momento e no que estava fazendo, logo comecei a dar várias series de golpes que Aaron me ensinou, mas luta corpo a corpo com aquele cara das laminas não seria uma boa idéia, ele usa aquele chicote de laminas muito agilmente, sem falar que a sua velocidade era descomunal que nem mesmo o Aaron conseguira acompanhá-lo, eu tinha que ficar mais rápido e ágil e começar um treinamento com armas e facas, qualquer tipo de lamina para que eu tive-se uma pequena e mínima chance de luta.

            Eu estava no meu limite estava treinando em condições totalmente desfavoráveis ate que chegou um momento em que não agüentei e me sentei, não havia nada para se olhar naquela escuridão, eu estará La há muito tempo, não parecia que se passara horas e sim dias que eu estava ali no meio daquela escuridão, bem eu tinha que continuar a treinar mesmo que morre-se ali treinando, só parei um minutinho para descansar precisava daquilo, então me lembrei que pelo menos tinha feito uma boa ação, eu tinha salvo a Clair, se eu tive-se demorado para pular nunca teria dado tempo de colocar a minha mão na frente da faca, sabe se eu sair dessa vou tentar tratar melhor a Clair e Victor eles podem vir a me ajudar com o treinamento, apesar de não fazer a mínima idéia de como eles ajudariam.

           -É kajhyn dessa você não escapa- falei para mim mesmo, estava começando a delirar, aquele lugar, meu corpo necessitando de sangue, e ao esforço que tinha feito, acho que era esperado disso acontecer.

           - Aquela garota no ônibus era linda, linda, linda- comecei a falar para o nada.

           - Se eu não tive-se sido um otário e tive-se me concentrado não teria machucado o ombro.

           - Eu teria desviado do carro e teria subido no ônibus e falado com aquela garota, e assim estaria 100% para enfrentar aquele cara das laminas.
           - Bem talvez deve-se ser assim mesmo e todos nos morrer.

           -Droga, o que eu estou dizendo, estou ficando tão cansado,droga,droga estou ficando sonolento – disse para mim mesmo enquanto deitava.

           - Eu não posso dormir, eu não... Não... Posso – falei fechando os olhos enquanto estava deitado.

          Eu Acabo pegando no sono, eu pude ouvir uma voz, era uma voz de uma garota, não conseguia entender o que ela dizia, mas dava para perceber que ela repetia sempre a mesma coisa, eu me esforçava para abrir os olhos, e a cada tentativa de abri-los a voz dessa garota ficava intensa, ate que eu consegui abri um pouco os olhos e vi um rosto de uma garota próximo ao meu.

         -Kajhyn acorde, kajhyn... – disse a garota, minha visão estava voltando ao normal e eu pude ver nitidamente o rosto da garota, era linda, foi quando eu notara que era a mesma garota que eu vira no ônibus.

          - Eu sabia, Eu sabia- Disse a garota com aquele sorriso maravilhoso – Ele não esta morto- Gritou a garota para alguém que estava ali próximo, dei uma olhada ao meu redor, eu estranhei e me assustei, eu estava dentro de um buraco pior estava dentro de um caixão.

          -O que, o que... O que eu estou fazendo aqui?Dentro de um caixão- perguntei sem conseguir falar direito.

           - Fique calmo, logo explicaremos tudo, consegue levantar- Perguntou ela, ao tentar me levantar sentir uma forte dor nas costas e caira de novo.

            -Não, não sozinho- disse sentindo muita dor.

           -hum, Mike desce aqui me ajuda a deixá-lo em pé – disse ela com um tom de voz alto. Logo apareceu um rapaz cabelo castanhos e olhos castanhos também, ele era do meu tamanho só que bem mais forte, o Mike como a garota chamara me ajudou a levantar e a me tirar daquele buraco, logo notei a lápide e ela tinha o meu nome e era o que estava aparentando mesmo, eu estava morto.

           - Eu to morto? Eu... Eu... – disse passando a mão em todo o corpo tentando entender o que estava acontecendo.

         -Kajhyn sei que é difícil de entender, mas sim você morreu- disse Mike 

         - Então me explique como eu estou aqui? – eu lhe perguntei meio revoltado.

         - A Joy te trouxe de volta – disse ele olhando para aquela garota saindo do buraco.

          -Como?

         -Ela é uma Vaick, é claro que ela consegue fazer isso.

          Por algum motivo eu voltara dos mortos, uma Vaick bem na minha frente, era algo difícil de imagina e fiquei me perguntando por que eles se dariam ao trabalho de me ressuscitar, bem eu estava de volta e tinha muito que fazer, e agora eu tinha a chance de minha revanche contra aquele cara, e algo me dizia que aquela Vaick chamada Joy iria me ajudar.

     
     “Momentos vêm e vão, mas as lembranças são eternas”         

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