quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Capitulo 1


                           
1.                                A escola


          Como um dia normal o despertador do meu celular toca as 05h45min da manhã e me acorda, como de costume estava com meu braço direito doendo era uma dor intensa, uma dor que parecia nunca passar, minha irmã Alline como sempre começara o dia correndo dizendo que está atrasada, eu digo a ela para ela acordar mais cedo, mais ela nunca me ouve, para falar a verdade ninguém me ouve. Levantei da cama e fui para a cozinha, como qualquer um estava desorientado, pois tinha acabado de acordar, comecei a preparar um sanduiche como faço todos os dias, com a minha mãe trabalhando não tenho mais o prazer de acordar e ter um café da manhã pronto, mas tudo bem um dia acabo me acostumando.

           Fui tomar um banho, era segunda feira dia de escola, entro em baixo do chuveiro, a água esta fria, e por um minuto parei e pensei o motivo pelo qual existo, o porquê de a raça humana existir, bem não parei muito tempo pra pensar nisso, pois estava atrasado para a escola e tinha que me arrumar ainda.

         -Kajhyn... Estou indo trabalhar feche a casa antes de ir para o colégio.
         - está bem- disse meio desanimado, comecei a me lamentar por ser segunda feira, a escola não é lá o lugar que eu mais gosto, na verdade é o pior lugar que já inventaram.

         Depois de ter me arrumado e organizado a minha mochila, fechei toda a casa e fui para a parada de ônibus, era o local mais sossegado e tranquilo, bem até as pessoas começarem a chegar e os carros a passar espalhando fumaça para todos os lados, quando isso aconteceu me lembrei do que tinha pensado no banho naquela manhã ,qual seria o motivo de nós humanos existirem? Seria para apenas ter um ciclo tedioso de nascer, viver, reproduzir e morrer? 

            O ônibus estava vindo, pontual como sempre ás 06h50min da manhã, e como sempre lotado e mais uma vez tenho que ir quase sendo jogado para fora da janela.

           Bem finalmente a escola, bem não era uma escola particular onde tinha todos aqueles livros e professores que exigiam dos alunos, mas está escola era boa tinha um bom ensino para uma escola Estadual. A escola não era nova, estava quase desabando mais não deixara de ter um ensino bom, o diretor disse que ano que vem iria reformar a escola, como se alguém acreditasse nisso, o diretor era como um politico só faz promessas. E como em toda escola, no AOC tinha os seus brutamontes que sempre enchiam o saco de todos da escola, comecei a subir as escadas quando encontrei o Victor, um velho amigo que sempre me ajudou quando precisei.

           -ei você estudou para prova de física?-disse o Victor com cara de quem sabia o que eu iria responder.
          - Não – respondi meio Preocupado- não sabia que tinha prova hoje, porque você não me ligou para avisar que tinha prova?-perguntei irritado.
         - sinto muito, mas achava que você estava sabendo da prova.
         - Que ótimo, agora que eu estou ferrado mesmo- falei de cabeça baixa.
         -Vamos o sinal já tocou, temos q ir para a aula-disse o Victor.
         -é vamos para mais um dia chato de aula- disse de cabeça baixa.

        A primeira aula era de Geografia, a aula da professora Michelle era legal, sempre brincando com os alunos a professora se divertia e divertia os alunos, bem foi nessa hora que tudo começou, senti meu braço direito a doer, a dor ficara cada vez mais intensa, sentia o braço tremer e então comecei a apertar o braço direito com a minha mão esquerda, a professora notou que eu não estava passando bem, e mandou que o Victor me acompanha-se até a enfermaria.
         Quando o Victor estava a me levar para a enfermaria esparramos numa garota, ela parecia ser nova na escola, não puder vela direito, pois a minha visão estava embaçada e estava suando muito.

          -Ele está bem?- perguntou ela a Victor
          -Não, ele não está se sentindo bem, estou levando ele para a enfermaria-Disse Victor com jeito de quem queria puxar conversa.
          -Quer ajuda para levar ele a enfermaria? –perguntou ela
          -Não precisa, é logo ali a enfermaria- disse Victor com um sorriso idiota no rosto.

           Depois de toda a ladainha Victor resolveu me levar em fim para a enfermaria, a enfermeira não sabia dizer o que tinha acontecido comigo ao certo, disse só que era estresse, até concordei com ela para sair mais rápido da enfermaria, minha visão estava estranha, era como se tudo estive-se mais próximo de mim. Mas como não gosto de médicos nem nada, disse que estava bem para sair de lá. Quando saímos da enfermaria  e estávamos voltando para a sala de aula, Victor não parava de dizer que a garota era linda, não parava de falar dos seu olhos, do seu cabelo, do seu sorriso.

           -Victor... Uma garota não pode ser tudo isso que você está falando- Eu disse sarcasticamente.
           - Ah pode! Espera só até você olhar para ela.

           Voltamos para a sala apesar de que já era o final da terceira aula, quando eu passei pela porta esparrei numa garota, ela era linda, por um momento olhei para ela e não conseguia tirar os olhos dela, foi quando Victor me deu um empurrão para que eu anda-se e eu volta-se a si
             -Está melhor agora?- ela me perguntou
             - Estou sim, era apenas um mal estar- falei olhando ela dos pés a cabeça. Percebi que ela ficará sem jeito e por isso olhei para o lado tentando disfarçar.
             - Que bom, que não era nada grave- disse ela sorrindo.
             -Eh... Ah meu nome é Kajhyn- disse a ela tentando manter a conversa.
             -O meu é Clair- disse ela. - bem eu tenho q ir falar com o diretor, a gente se fala depois.
            -certo.
            Ela saiu da sala e Victor se aproximou de mim, com cara de quem queria rir da minha atuação e reação ao ver a garota.
           -Kajhyn meu amigo, desista- disse ele com a mão no meu ombro-ela nunca iria querer algo com você.
           - E como você sabe?-perguntei curioso
           - Bem... Vamos levar em consideração que, você não é popular, não tem muitos amigos, não é um galã de cinema, e com esses óculos tem meio que cara de nerd. - disse Victor com um tom de deboche. - Quer uma prova? Vamos acabar logo com isso- disse ele com um olhar curioso.
           - O que você vai fazer Victor? –perguntei curioso
           Clair tinha acabado de voltar da sala do direto com alguns papeis nas mãos e Victor foi à mesa onde ela estava sentada e começou a conversar com ela, eu os observava do outro lado da sala, olhava os dois rindo e de vez enquando os olhares dele para ela, logo notei que ele estava afim dela, logo no primeiro dia de aula dela e ele já está dando em cima dela, isso não iria acabar bem. Senti um pequeno dor incomodar meu braço direito novamente, e estava ficando preocupado com isso.
               Bem o dia de aula acabará meu zero na prova de física já estava garantido, Victor havia sumido logo depois que o sinal tocou, mas logo notei ele descendo as escadas com a Clair, os dois pareciam empolgados conversando, logo se aproximaram de mim sorrindo.

              -Você vai direto para casa?- perguntou a Clair para Victor.
              - Não, ainda é cedo para ir para casa- disse ele sorrindo-você não quer ir ao Shopping? E você também Kajhyn- disse Victor empolgado.
              -Eu estou querendo mesmo assistir um filme no cinema, vamos. – Disse Clair olhando para o céu.
             - E você Kajhyn? Vamos vai ser divertido- disse Victor tentando me convencer.
            -Ok, vamos assistir a um filme. 
                       
           Fomos assistir a um filme no cinema, Clair e Victor pareciam bem atentos ao filme, mas eu não tinha prestado atenção em nada do filme, minha mente estava longe, a visão estava embaçando, eu estava caindo no sono, e a tela do cinema ia embaçando cada vez mais, quando vejo um dragão negro com olhos azuis. Acordei com Victor quase gritando no meu ouvido.

            -Ei durminho o filme já acabou-disse ele.
            Saímos da sala do cinema, meio desorientado sai andando com Victor e a Clair, depois do cinema fomos deixar a Clair em casa.
           -Até amanha garotos-Disse ela acenando para mim e Victor.
           -Até- Eu e Victor acabamos falando ao mesmo tempo. Olhamos um para o outro e começamos a rir, depois disso Victor foi andando para casa, e eu fui para a parada esperar um ônibus.

             Já era noite em torno de 07h30min estava ventando muito, a noite estava frio, o ônibus estava demorando muito para passar, e o local era muito estranho, não havia ninguém por perto, os carros passavam, meus olhos focaram na escuridão da rua, tive a impressão de algo estar lá me observando, começara a chover e a noite ficou mais fria ainda, continuei olhando para a escuridão e vi um homem com um capuz, ele era alto, não se mexia, parecia apenas me observar, ouvi uma voz, era uma voz de homem sussurrava no meu ouvido, mas eu não conseguia entender o que ele falava, o homem na escuridão deu um passo e começou a estender a palma da mão para mim, me senti acuado, estava com medo, senti o meu braço direito doer intensamente.

            -Eu posso ver o que te espera- o homem falou sussurrando, andando em minha direção.

             Acordei na minha cama, o despertador tocando, estava todo suado e com o braço direito doendo bastante, algo estava para acontecer eu sentia na minha alma que algo iria mudar, que esse sonho havia realmente acontecido.
         
      
    Mais uma vez alguém em algum lugar vai chorar”