sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Capitulo 3


                      3. O treinamento
                 Duas semanas se passaram desde que a marca aparecera na minha mão direita, apesar de não saber o que a marca significaria ao certo, eu estava tranqüilo. Eu estava a me arrumar para a escola quando a minha irmã Alline, diz a mesma coisa todos os dias.
               - Estou indo trabalhar, feche tudo- disse ela pegando sua bolsa.
               -Certo, vou levar a chave.

               - Ta bem – disse ela já saindo pelo portão da frente.

              A maioria das pessoas sempre perguntara se eu tinha feito uma tatuagem na mão direita, realmente parecia uma tatuagem, e eu sempre dizia que era um tipo de tatuagem Henna, é um tipo de tatuagem que sai dentro de um mês, mas como a marca parecia fixa na minha pele, acho que ela não sairia nem tão cedo.

              Estava a ir para a parada de ônibus, como faço todos os dias para ir a escola, eu me encontrava sozinho na parada de ônibus quando do nada aparece um homem , no momento fiquei meio desconfiado, pois nunca o tinha visto esperando ônibus ali antes, fiquei com os olhos atentos a cada ação que ele fazia, não conseguia ver seu rosto, ate que um ônibus passou e ele fez sinal de parada, quando ele subiu no ônibus e olhara para fora da janela, consegui ver seu rosto, e era o mesmo rapaz da cicatriz do meu sonho, o ônibus começou a andar eu ainda tentei seguir o ônibus.

            - Ainda voltaremos a nos ver Kajhyn – disse o rapaz da cicatriz pela janela do ônibus, não consegui acompanhar, afinal, era um ônibus e eu estava a pé, parei de correr enquanto observava o ônibus indo embora, comecei a recuperar o fôlego, então comecei a me perguntar o que estava acontecendo. Não havia sido um sonho então, aquela noite no meio do campo realmente havia acontecido? Me dirigi de volta a parada recuperando o fôlego.

              Chegando na escola, Victor e Clair estavam sentados nas escadas do colégio conversando, quando comecei a me aproximar deles com o olhar fixo para frente, me aproximei e sentei do lado de Victor. Os dois ficaram olhando para mim sem entender nada do que estava acontecendo, nem eu estava entendo o que estava acontecendo.

              - Kajhyn você ta legal? – Perguntou Victor olhando para mim.
              - Eu não sei. - respondi automaticamente.

              - O que aconteceu kajhyn? Você teve outro sonho? – me perguntou Clair preocupada.

             -Não – respondi voltando a mim- Eu... Eu... - falei meio que gaguejando – Acabei de ver o rapaz da cicatriz subir em um ônibus.

            - O que? – Perguntou Victor supresso.

            -Você conseguiu falar com ele? – a Clair perguntou.

            -Não, tentei correr atrás do ônibus, mas não consegui acompanhá-lo

             - Isso é um problema, essa era a chance de obter respostas. - disse Clair de cabeça baixa.

            -Nem me fale- eu disse olhando para fora da janela da escola.

             Fomos para a aula, a situação que acontecera aquela manhã não me saiu da cabeça, ficou repassando pela minha cabeça durante todas as aulas. Logo o Diretor da escola entra na nossa sala pedindo para falar com todos um instante, abaixei a cabeça e fiquei apenas ouvindo o diretor falar.

             -O rapaz que esta ali fora, fará um sorteio, o ganhador terá um treinamento técnico para a área de trabalho, localizada aqui na escola- Disse o diretor bastante empolgado com o assunto.

            Logo o rapaz entrou na sala, eu continuava de cabeça baixa, não estava dando a mínima para tal curso técnico, logo senti Victor me cutucando, eu não dei bola para Victor e continuei de cabeça baixa.

            - O ganhador, terá uma grande supresa, e as respostas que procura.- ouvi alguém dizer, a voz me era familiar, era uma voz de homem, levantei a cabeça para ver de quem era tal voz. Acabei me deparando com ele, o rapaz com a cicatriz no rosto, estava com uma blusa preta, calça jeans rasgada, e por incrível que pareça usava tênis All Star, no momento fiquei meio paralisado, logo o rapaz se aproximou da minha carteira e da de Victor, e entregou uns papeis para o sorteio, eu não olhei para o papel, fiquei observando cada movimento do rapaz com a cicatriz, quando o sorteio acabou, todos estavam se queixando de não terem ganhado.

             - Kajhyn você ganhou? – me perguntou Victor, finalmente olhei para o bilhete que o rapaz me entregara, e tinha os mesmo números do sorteio, eu estranhei, não poderia ser mera coincidência eu ter ganho o sorteio do rapaz

- Ele ganhou, aqui!- disse Victor apontando para mim.

            -Meus Parabéns- falou o rapaz se aproximando de mim- Finalmente chegou o momento do seu treinamento- disse o rapaz falando bem baixinho, naquele momento não sabia o que sentir. Medo, alivio, ansiedade, só sabia que o momento havia chegado e era a hora de dar o meu melhor.

            - Nos falaremos mais tarde- disse o rapaz – A propósito meu nome é Aaron- disse o rapaz da cicatriz, depois ele saiu da sala, e Victor ficou olhando para mim com os olhos arregalados sem saber o que tivera acontecido.

           No fim da sexta aula, eu e Victor fomos falar com Clair, ela ficou surpresa com o que aconteceu.

           - Quem é esse tal de Aaron afinal?- perguntou Clair

           - Eu não sei, mas seja lá quem for, será ele que irá me treinar- eu disse convicto.

           - Pelo jeito dele kajhyn, seu treinamento vai ser puxado. - disse Victor
           - Também acho, mas treinarei duro.- 

           - A propósito kajhyn... sei que não é lá o melhor momento para te dizer isso- disse Victor coçando a cabeça, logo ele puxou a Clair para seu lado- Eu e a Clair estamos namorando- disse Victor com um Sorriso enorme no rosto, aquilo não me surpreendeu, aquele dois sempre andavam juntos para cima e para baixo, aquilo iria acabar aconteceu era apenas questão de tempo.

            - Meus parabéns para os dois- eu Disse a ambos.

            -Obrigado (a) - disse Victor e Clair ao mesmo tempo.

            -Ahh... Ai esta você – disse o Aaron se aproximando de nós.

            - Espero que esteja preparado para o treinamento- disse Aaron

            -Eu também espero!- afirmei para Aaron.

            -Quando começaremos o tal treinamento “técnico”?- Perguntei olhando para os olhos de Aaron procurando pelos mesmos olhos que tinha visto naquela noite no campo.

            -Amanhã depois da escola começamos o treinamento que na verdade não tem nada de “técnico”- disse Aaron sorrindo.

            - Hmm... – Eu falei, em voz baixa, quase como um gemido. 

            Fui para casa era em volta de 13he45min da tarde, eu estava cansado, o dia tinha sido cansativo e eu estava louco para tomar um banho, quando entrei no chuveiro fiquei pensando como seria esse tal treinamento, será que seria tão pesado assim? Bem se o que está por vir seria algo tão grande, o treinamento de Aaron iria ser muito puxado para que eu suportasse o que estaria por vir. Saí do banho e fui para a net, entrei no MSN e Victor estava online, conversamos um pouco sobre o que tinha acontecido naquele dia, ele não parava de falar sobre seu namoro com a Clair, aquilo para falar a verdade tava enchendo o saco, não demorei muito no computador e fui no mercadinho perto da minha casa, comprar algumas coisas que a minha irmã pedira, logo quando ia chegando em casa percebi que tinha um carro parado em frente a casa.

              -De quem será esse carro? – Perguntei a mim mesmo. Parei um momento e observei o carro, era um l200 Triton, um carro chique na minha opinião. Comecei a entrar em casa, abri o portão sem fazer barulho, pois estava meio desconfiado, quando cheguei ao terraço da casa, olhei de mansinho pela porta para ver quem estava lá, me deparei com um homem ao qual nunca tinha visto antes, ele era meio estranho por isso não entrei e fiquei a ouvi a conversa escondido.

              -Então onde esta o garoto Alline?- perguntou o homem parado em pé no meio da sala.

             -Saiu, mas já deve estar voltando- disse a minha Irmã, com uma voz fria e automática, olhei um pouco mais pela porta e vi o olhar da minha irmã, ela estava séria, e totalmente paralisada seus olhos estavam fixos no homem no centro da sala. Logo percebi que algo estava errado.
             -Hmm... O garoto é um risco para a sociedade e para ele mesmo, preciso encontrá-lo Alline- disse o homem tranquilamente. Ele estendeu o braço esquerdo para a minha irmã e entregou um anel a ela. Logo a minha respiração acelerou e ficou alta, o homem olhou para a porta e acabou me vendo,percebi que ele se virou rapidamente, no mesmo momento não fiquei para saber o que acontecia, sai correndo pelo portão, quando saí pelo portão de fora esbarrei no mesmo homem.

            -Como... Como... – falei gaguejando tentando entender como ele chegara ali. Ele veio andando em minha direção, logo ele colocou sua mão direita para trás da sua cintura, e puxara uma lamina curvada, diferente de qualquer faca ou canivete que já tinha visto.

           - Você não nos causará problemas- disse o homem olhando e apontando a lamina na minha direção, logo senti o coração acelerar, comecei a ficar nervoso, qualquer um ficaria nervoso se alguém estive-se apontando uma faca para você. O Homem foi andando e se aproximando cada vez mais, ate que bati na parede e ele se aproximou e cravou a faca no meu peito, senti algo gélido entrando no meu peito, não senti dor alguma, comecei a ficar sem respirar, o homem tirou a lamina enquanto eu escorregava ate o chão, passei a mão no meu peito e olhei, a palma da minha mão estava cheia de sangue, olhei para frente e vi o homem entrando no seu carro e  indo embora.

- Acho que morrerei aqui... - a visão estava cada vez mais escura.

Então vi alguém passar pelo portão, não pude ver quem era pois minha visão estava escura e embaçada, achei que era o mesmo homem que retornou para se certificar  de que tinha me matado, perdi a consciência .

             Acordei deitado numa cama, estava desorientado, olhei ao redor e vi que estava no meu quarto. Tentei me levantar, mas não consegui, ao tentar senti uma forte dor no peito, levantei a camisa e todo o meu peito estava enfaixado, olhei para a porta do quarto e vi o Aaron entrar, logo percebi que quem me salvara fora ele.

            -O que aconteceu? – perguntei com a voz meio que falhando.

            - Eles te encontraram – Disse Aaron de cabeça baixa.

            -Eles quem? – Perguntei com uma das sobrancelhas levantadas.

           -Não se preocupe, você saberá, preocupe-se com o seu treinamento.

           - Mas eu estou ferido, ainda irei treinar?

           -Em outras situações esperaríamos ate você estar curado por completo, mas estamos sem tempo- Disse Aaron meio que preocupado 

-Descanse essa noite, amanha começaremos o treinamento. 

            Acordei no outro dia, estranhamente disposto, levantei da cama e em seguida levantei a camisa, meu peito ainda estava enfaixado mais não sentia dor alguma, abaixei a camisa e segui para sala, a minha irmã estava se arrumando nas carreiras como sempre, ela aparentava não ter consciência do que ocorrera na tarde de ontem, bem, não iria dizer para ela o que tinha acontecido mesmo. Fui para o banho, entrei no banheiro, e comecei a tirar a faixa que estava enrolada no meu peito, o ferimento ainda estava aberto, porem não doía nada. Saí do banho então comecei a fazer um pequeno curativo no ferimento.

          Fui chegando na escola e vi Victor e Clair se beijando, estavam no maior love, por isso não fui falar com eles, me dirigi direto para a sala de aula, entrei na sala não havia nenhum aluno ainda, porém Aaron estava a me esperar na sala.

            - Como esta o ferimento? – falou Aaron olhando para mim.

            - Esta bem melhor, já nem sinto dor- disse meio que alegre.

            -Hmm... vi você chegar kajhyn, e a sua reação ao ver Victor e Clair- disse Aaron seriamente – Muita coisa esta por vir, e você não pode envolvê-los, sinto muito, mas o meu conselho é que você se distancie deles
.
            -Mas eles são meus amigos- eu disse de cabeça baixa.

            - Sei que não será fácil, mas será o melhor para todos.

            - Se é assim... Eu o farei! - afirmei com firmeza.

            - Depois das aulas começamos seu treinamento.

            -Certo.

            Durante todas as aulas eu não me dirigi a Victor, ele sempre tentava falar comigo, mas eu acabava sempre o ignorando.Bem, a sexta aula acabara e era hora do meu treinamento, eu estava meio nervoso, fui descendo as escadas, e encontrei Victor e Clair , Victor parecia contar para a Clair o que acontecera durante todas as aulas, logo eu abaixei a cabeça e passei por eles.

             -Kajhyn... – Ouvi Clair dizer com uma voz baixa e tímida, eu levantei a cabeça e continuei andando, chegando lá em baixo encontrei o Aaron.

            - Preparado? 

            - Agora mais do que nunca – disse a Aaron.

            -Primeiramente, você tem que saber que tudo que você será capaz de fazer, e o que você é. Tudo se relaciona com a sua marca. Você kajhyn faz parte do clã Abysm, você é um Abysm.
           

“Caminhei e fui ao longe, agora não tem mais volta”

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Capitulo 2


2.A marca
           Depois de uma semana da noite que vi aquele homem na escuridão, algumas coisas mudaram, meu braço já não doía mais, meu tipo físico parecia ter melhorado, e por algum motivo já não estava com tanta indisposição como antes, a escola continuara a mesma, Clair se torno bem amiga de Victor e de mim também.
             Estávamos a ir para a aula de Educação Física na quadra, quando estávamos andando vi um pequeno vulto passando bem na minha frente, parei de andar no mesmo momento e fiquei gélido, era um tipo de fumaça negra bem na minha frente, arregalei os olhos, tentei me mover ou falar algo, mas nada no meu corpo me obedecia, na hora Clair havia percebido que eu havia ficado para trás.
             
              - Ei Kajhyn... O que foi?- perguntou a Clair olhando para mim, Victor também ficara olhando para mim meio que preocupado.

              - Kajhyn você ta se sentindo bem? –perguntou Victor, no momento que Victor perguntou ouvi uma voz na minha cabeça, de alguma maneira eu sabia, era a fumaça que estava a falar, comecei a suar gelado e Victor e Clair se aproximaram de mim, Victor me puxou no braço esquerdo e me arrastou, no mesmo momento acabei passando por dentro da fumaça e ouvi a voz ainda mais intensa.

              - Eu sei o que você é! Eles estão vindo Kajhyn- nesta mesma hora me desesperei, soltei o meu braço esquerdo da mão de Victor que estava a me arrastar, e comecei a correr, consegui correr apenas alguns metros até que meu pulso do braço direito  começou a queimar e ficara uma dor insurpótavel , comecei a  apertar com a mão esquerda o meu pulso direito,  Victor e a Clair correram ate mim para ver o que estava acontecendo comigo.Fiquei de joelhos ,sentei e me encostei na parede, pois não estava conseguindo ficar de pé com tanta dor que estava sentindo.

             - Kajhyn kajhyn, você esta bem?- disse a Clair correndo na minha direção, Victor havia ido chamar alguém para ajudar, a dor era intensa, estava muito intensa nunca havia sentido aquilo, até que não agüentei e comecei a gritar de dor.

             -Kajhyn calma, Victor foi pedir ajuda- Disse a Clair super nervosa- O que é que você tem Kajhyn ? – me perguntou a Clair.

            - Meu Pulso está... ahhh... Está queimando- falei gritando de dor, no mesmo momento a Clair pegará minha mão direita.

            - Solte seu pulso Kajhyn, deixe eu olhar- disse a Clair tentando me tranqüilizar para que eu pude-se soltar o pulso.

             Comecei a soltar o pulso que estava ardendo, Clair estava surpresa com que estava a ver, algo a deixou surpresa e meio acuada. Olhei para meu pulso para ver o que tinha deixado a Clair assustada assim, havia uma mancha, um tipo de marca negra em todo o meu pulso, no momento não conseguia pensar o que seria aquilo, Victor estava a demorar muito.

           - O que é isso? – perguntou a Clair meio nervosa, eu ficara olhando a marca negra no meu pulso, e por um instante, um pequeno instante vi a marca se mexer como se estive-se tomando forma, aquilo me deixara desesperado, e neste instante a dor aumentou muito, a dor foi intensa que acabei ficando desacordado.

           Eu estava desacordado mais conseguira ver flashes do que me acontecera ao redor, vi o Victor chegando com ajuda, pessoas me carregavam, ate que me deitaram num tipo de cama, acredito que ficara na enfermaria, vi o diretor no telefone, estava no telefone, minutos depois eu estava numa ambulância, olhei para meu pulso direito e a mancha ainda estava La, depois acabei ficando descordado de vez.
           Eu estava no meio de um campo, era noite, havia uma pequena aldeia logo à frente, eu olhei para meu pulso e a marca havia sumido, comecei a me dirigir a aldeia, vi pessoas em volta de uma fogueira, crianças correndo, as pessoas me cumprimentavam e me chamavam para em volta da fogueira, havia algo estranho, as roupas das pessoas, a minha roupa, pareciam ser de uma época medieval, comecei a me perguntar como fui parar ali e como estas pessoas me conheciam, notei que vários homens da aldeia estavam com espadas cravada no chão e estavam encostados nelas, não era do tipo de espada medieval que usavam na cintura, eram espadas grandes amarradas nas costas, acredito que o nome desse tipo de espada seria espada Longa, mas seu diâmetro era bastante grande, aparentava ser muito pesada.

           Enquanto as pessoas conversavam ao redor da fogueira e as crianças brincavam, foquei minha visão no portão da Aldeia, estava escuro fora do portão, então vi o mesmo vulto que vira na escola passar,fiquei indignado com aquilo, senti minha mão direita pegar cada vez mais força, então me levantei me direcionei para um dos homens sentados e encostado na sua espada.

           - Por favor, poderia me emprestar um momento- falei para o rapaz que tinha uma cicatriz no rosto apontando para a espada.

           - Fique à-vontade – disse o rapaz com um sorriso no rosto.

           O Rapaz se desencostou da espada, então com apenas a mão direita tentei tirar a espada cravada no chão, percebera que a espada pesara mais do que aparentava, então tentei tirar com as duas mãos, apesar do esforço que fiz a espada não se moveu nem sequer um centímetro, o rapaz junto com todos ao redor começaram a rir, então o rapaz se aproximou e com a mão esquerda sem nenhum esforço tirou a espada cravada no chão, no momento em que tirou a espada ele a girou direcionando-a para o céu e estendeu o braço para mim, eu sabia que a espada era muito pesada, posicionei as duas mãos na espada e fiz força nos braços, era incrível , a espada emitia um tipo de energia que estava me tranqüilizando.

           - Um dia, Você terá seu treinamento, e terá a sua espada- disse o rapaz olhando para a sua espada com um brilho no seu olhar.

           -Um dia tudo o que você conhece, e seu conceito do que é certo mudara, você terá que estar preparado para quando eles chegarem e pelo que está por vir- disse o rapaz com um olhar diferente, olhei para seus olhos e eles não eram do tipo normal, estavam prata, como um olho de um gato e com três pequenas bolas  rasgando toda a pupila do seus olhos, aquilo me deixara impressionado.

            - Seus Olhos... – disse de boca aperta e de olhos arregalados.

            -Você terá os seus, e terá muito mais, mas no momento você precisa voltar- disse ele, vi seus olhos brilharem e do nada tudo ficara branco, quando dou por mim estou deitado numa cama, tomando soro. Meus pais estavam do lado da cama, me levaram para casa, chegando em casa fui para a cama descansar assim como o medico havia dito, deitado na cama aquele sonho não me saía da cabeça, logo me lembrava o motivo de tudo e olhei para meu pulso a mancha havia sumido, porém havia aparecido outra coisa, uma marca diferente de tudo que eu já tinha visto, me levantei e fui para o banheiro, abri a torneira e comecei a esfregar a marca, mas não saía, era como uma tatuagem na minha pele que por mais que esfrega-se não sairia. A marca estava localizada na parte superior da minha mão direita, algo me dizia que a marca tinha algo haver com tudo que estava acontecendo, meus sonhos, o vulto, o homem naquela noite, e o dragão dos olhos Azuis, me perguntei se o que aconteceu com o rapaz da cicatriz fora apenas um sonho mesmo.

           No outro dia fui para a escola, como tinha passado mal no dia anterior, tive o privilégio de ir de carro pro colégio, isso é raro, chegando na escola, Victor e Clair já estava a minha espera, correram para perto de mim.

         - Você nos deu um susto e tanto ontem- disse Victor sorrindo por ver que estava melhor, já a Clair estava mais seria não a culpava depois de ter visto aquela cena que ocorreu ontem era de se esperar que ela fica-se assim.

         - Você esta bem Kajhyn? – Perguntou a Clair

         - Estou bem melhor- disse sorrindo 

         - Deixe-me ver seu pulso agora- disse ela meio preocupada, estendeu o braço esperando que eu lhe desse o meu pulso, o Victor olhou para ela com uma sobrancelha levantada com cara de quem não sabia o que estava acontecendo.

         -A mancha sumiu se é o que você quer ver- eu disse mostrando o pulso a ela. 

         -Hmm... Realmente sumiu- disse ela examinando meu pulso- mais o que era aquela mancha negra?- perguntou ela curiosa.

         -Não sei, mas pretendo descobrir- Disse a ela convencido de que descobriria o que era aquilo- mas apareceu uma marca na parte superior da minha mão- eu disse a ela, logo ela arregalou os olhos e pegou na minha mão e olhara a marca na minha mão direita.

        - Cara, você fez uma tatuagem?- Perguntou Victor, curioso.

        - Não, isto apareceu ontem depois que eu acordei no hospital- disse tranqüilo.

        - Estranho, nunca vi isso na vida- disse a Clair curiosa para saber o porque daquilo estar acontecendo.

        - Além dessa marca, aconteceram outras coisas- eu lhes disse coçando a cabeça.

        - O que?- Perguntou Victor surpreso e a Clair estava bastante curiosa para saber de tudo.

         - O sinal tocou, vamos para a aula, quando largar eu lhes conto tudo o que aconteceu comigo- eu lhes disse com calma e tranqüilidade, acho que seria a primeira vez que estivera tão calmo.

         Victor e Clair passaram toda a manhã me aperreando e me perguntando sobre as coisas que estavam acontecendo, eu insistia em só dizer no final da escola, eles aceitaram de mal grado, mas aceitaram. A sexta aula acabara, e logo Clair e Victor se aproximaram de mim. 
 
          - Esperem todos sair- eu disse de voz baixa, todos saíram, e Victor e Clair ficaram quietos só ouvindo o que eu tinha a dizer, certas partes eles ficaram assustados como a parte dos vultos, e em outras partes ele riram como a parte em que eu tentei levantar a espada, mas logo que terminei de contar toda a historia eles ficaram calados.

          - O que será que esta por vir que o rapaz da cicatriz te disse?- perguntou Victor

          - Não faço a mínima idéia, mas é algo que mudara a vida de todos nós - Depois de ter contado tudo para eles, fomos para uma lanchonete afinal era meio dia e meia, e estávamos com fome.

          - Será que você vai destruir o mundo? – Disse Victor brincando e ao mesmo tempo serio.

          - Não, se fosse isso acho que o rapaz da cicatriz teria me matado quando teve chance- eu disse a ele com a boca cheia de comida.

          - Ahh... cara, não fala de boca cheia - disse Victor

          -Foi mal.

          -Então alguém vai te treinar? – perguntou Clair olhando para mim séria
.
          - Não sei, mas a minha alma me diz que eu vou ter que ficar mais forte para enfrentar o que vem por ai- eu disse a Clair.

          Depois de comermos, como de costume fomos deixar a Clair em casa depois de termos saído para algum lugar.

          - Vá direto para casa, e nada de ver vultos por ai- disse Victor brincando.

          - Pode deixar.

         Chegando em casa, tudo já estava arrumado, provavelmente como eu não estava em casa meu pai deve ter arrumado toda a casa, fui para meu quarto pegar uma toalha para tomar banho, no banho fiquei olhando a marca na minha mão e me perguntei o que ela significaria.Saindo do banho fui para o computador pesquisar símbolos antigos e iro grifos , passei varias horas na internet até achar o símbolo que estava na minha mão.Só tinha apenas uma palavra para o  significado do símbolo “Dragão” não entendi o que isso significaria ao certo, mas de certa forma isso poderia explicar a imagem do Dragão negro de Olhos Azuis que eu tinha visto. Já era noite e fui para a cama pensando no significado do símbolo, bem acho que pior que já está não vai ficar então acho que posso ter uma noite tranqüila de sono.

         - Cheguei- Grita minha irmã Aline, que acabara de chegar do CEFET. 

        - Já não será mais uma noite tranqüila de sono- Falei comigo mesmo, Olhando a marca em minha mão direita. 


        
    Não vale a pena procurar pelo meu corpo”