2.A marca
Depois de uma semana da noite que vi aquele homem na escuridão, algumas coisas mudaram, meu braço já não doía mais, meu tipo físico parecia ter melhorado, e por algum motivo já não estava com tanta indisposição como antes, a escola continuara a mesma, Clair se torno bem amiga de Victor e de mim também.
Estávamos a ir para a aula de Educação Física na quadra, quando estávamos andando vi um pequeno vulto passando bem na minha frente, parei de andar no mesmo momento e fiquei gélido, era um tipo de fumaça negra bem na minha frente, arregalei os olhos, tentei me mover ou falar algo, mas nada no meu corpo me obedecia, na hora Clair havia percebido que eu havia ficado para trás.
- Ei Kajhyn... O que foi?- perguntou a Clair olhando para mim, Victor também ficara olhando para mim meio que preocupado.
- Kajhyn você ta se sentindo bem? –perguntou Victor, no momento que Victor perguntou ouvi uma voz na minha cabeça, de alguma maneira eu sabia, era a fumaça que estava a falar, comecei a suar gelado e Victor e Clair se aproximaram de mim, Victor me puxou no braço esquerdo e me arrastou, no mesmo momento acabei passando por dentro da fumaça e ouvi a voz ainda mais intensa.
- Eu sei o que você é! Eles estão vindo Kajhyn- nesta mesma hora me desesperei, soltei o meu braço esquerdo da mão de Victor que estava a me arrastar, e comecei a correr, consegui correr apenas alguns metros até que meu pulso do braço direito começou a queimar e ficara uma dor insurpótavel , comecei a apertar com a mão esquerda o meu pulso direito, Victor e a Clair correram ate mim para ver o que estava acontecendo comigo.Fiquei de joelhos ,sentei e me encostei na parede, pois não estava conseguindo ficar de pé com tanta dor que estava sentindo.
- Kajhyn kajhyn, você esta bem?- disse a Clair correndo na minha direção, Victor havia ido chamar alguém para ajudar, a dor era intensa, estava muito intensa nunca havia sentido aquilo, até que não agüentei e comecei a gritar de dor.
-Kajhyn calma, Victor foi pedir ajuda- Disse a Clair super nervosa- O que é que você tem Kajhyn ? – me perguntou a Clair.
- Meu Pulso está... ahhh... Está queimando- falei gritando de dor, no mesmo momento a Clair pegará minha mão direita.
- Solte seu pulso Kajhyn, deixe eu olhar- disse a Clair tentando me tranqüilizar para que eu pude-se soltar o pulso.
Comecei a soltar o pulso que estava ardendo, Clair estava surpresa com que estava a ver, algo a deixou surpresa e meio acuada. Olhei para meu pulso para ver o que tinha deixado a Clair assustada assim, havia uma mancha, um tipo de marca negra em todo o meu pulso, no momento não conseguia pensar o que seria aquilo, Victor estava a demorar muito.
- O que é isso? – perguntou a Clair meio nervosa, eu ficara olhando a marca negra no meu pulso, e por um instante, um pequeno instante vi a marca se mexer como se estive-se tomando forma, aquilo me deixara desesperado, e neste instante a dor aumentou muito, a dor foi intensa que acabei ficando desacordado.
Eu estava desacordado mais conseguira ver flashes do que me acontecera ao redor, vi o Victor chegando com ajuda, pessoas me carregavam, ate que me deitaram num tipo de cama, acredito que ficara na enfermaria, vi o diretor no telefone, estava no telefone, minutos depois eu estava numa ambulância, olhei para meu pulso direito e a mancha ainda estava La, depois acabei ficando descordado de vez.
Eu estava no meio de um campo, era noite, havia uma pequena aldeia logo à frente, eu olhei para meu pulso e a marca havia sumido, comecei a me dirigir a aldeia, vi pessoas em volta de uma fogueira, crianças correndo, as pessoas me cumprimentavam e me chamavam para em volta da fogueira, havia algo estranho, as roupas das pessoas, a minha roupa, pareciam ser de uma época medieval, comecei a me perguntar como fui parar ali e como estas pessoas me conheciam, notei que vários homens da aldeia estavam com espadas cravada no chão e estavam encostados nelas, não era do tipo de espada medieval que usavam na cintura, eram espadas grandes amarradas nas costas, acredito que o nome desse tipo de espada seria espada Longa, mas seu diâmetro era bastante grande, aparentava ser muito pesada.
Enquanto as pessoas conversavam ao redor da fogueira e as crianças brincavam, foquei minha visão no portão da Aldeia, estava escuro fora do portão, então vi o mesmo vulto que vira na escola passar,fiquei indignado com aquilo, senti minha mão direita pegar cada vez mais força, então me levantei me direcionei para um dos homens sentados e encostado na sua espada.
- Por favor, poderia me emprestar um momento- falei para o rapaz que tinha uma cicatriz no rosto apontando para a espada.
- Fique à-vontade – disse o rapaz com um sorriso no rosto.
O Rapaz se desencostou da espada, então com apenas a mão direita tentei tirar a espada cravada no chão, percebera que a espada pesara mais do que aparentava, então tentei tirar com as duas mãos, apesar do esforço que fiz a espada não se moveu nem sequer um centímetro, o rapaz junto com todos ao redor começaram a rir, então o rapaz se aproximou e com a mão esquerda sem nenhum esforço tirou a espada cravada no chão, no momento em que tirou a espada ele a girou direcionando-a para o céu e estendeu o braço para mim, eu sabia que a espada era muito pesada, posicionei as duas mãos na espada e fiz força nos braços, era incrível , a espada emitia um tipo de energia que estava me tranqüilizando.
- Um dia, Você terá seu treinamento, e terá a sua espada- disse o rapaz olhando para a sua espada com um brilho no seu olhar.
-Um dia tudo o que você conhece, e seu conceito do que é certo mudara, você terá que estar preparado para quando eles chegarem e pelo que está por vir- disse o rapaz com um olhar diferente, olhei para seus olhos e eles não eram do tipo normal, estavam prata, como um olho de um gato e com três pequenas bolas rasgando toda a pupila do seus olhos, aquilo me deixara impressionado.
- Seus Olhos... – disse de boca aperta e de olhos arregalados.
-Você terá os seus, e terá muito mais, mas no momento você precisa voltar- disse ele, vi seus olhos brilharem e do nada tudo ficara branco, quando dou por mim estou deitado numa cama, tomando soro. Meus pais estavam do lado da cama, me levaram para casa, chegando em casa fui para a cama descansar assim como o medico havia dito, deitado na cama aquele sonho não me saía da cabeça, logo me lembrava o motivo de tudo e olhei para meu pulso a mancha havia sumido, porém havia aparecido outra coisa, uma marca diferente de tudo que eu já tinha visto, me levantei e fui para o banheiro, abri a torneira e comecei a esfregar a marca, mas não saía, era como uma tatuagem na minha pele que por mais que esfrega-se não sairia. A marca estava localizada na parte superior da minha mão direita, algo me dizia que a marca tinha algo haver com tudo que estava acontecendo, meus sonhos, o vulto, o homem naquela noite, e o dragão dos olhos Azuis, me perguntei se o que aconteceu com o rapaz da cicatriz fora apenas um sonho mesmo.
No outro dia fui para a escola, como tinha passado mal no dia anterior, tive o privilégio de ir de carro pro colégio, isso é raro, chegando na escola, Victor e Clair já estava a minha espera, correram para perto de mim.
- Você nos deu um susto e tanto ontem- disse Victor sorrindo por ver que estava melhor, já a Clair estava mais seria não a culpava depois de ter visto aquela cena que ocorreu ontem era de se esperar que ela fica-se assim.
- Você esta bem Kajhyn? – Perguntou a Clair
- Estou bem melhor- disse sorrindo
- Deixe-me ver seu pulso agora- disse ela meio preocupada, estendeu o braço esperando que eu lhe desse o meu pulso, o Victor olhou para ela com uma sobrancelha levantada com cara de quem não sabia o que estava acontecendo.
-A mancha sumiu se é o que você quer ver- eu disse mostrando o pulso a ela.
-Hmm... Realmente sumiu- disse ela examinando meu pulso- mais o que era aquela mancha negra?- perguntou ela curiosa.
-Não sei, mas pretendo descobrir- Disse a ela convencido de que descobriria o que era aquilo- mas apareceu uma marca na parte superior da minha mão- eu disse a ela, logo ela arregalou os olhos e pegou na minha mão e olhara a marca na minha mão direita.
- Cara, você fez uma tatuagem?- Perguntou Victor, curioso.
- Não, isto apareceu ontem depois que eu acordei no hospital- disse tranqüilo.
- Estranho, nunca vi isso na vida- disse a Clair curiosa para saber o porque daquilo estar acontecendo.
- Além dessa marca, aconteceram outras coisas- eu lhes disse coçando a cabeça.
- O que?- Perguntou Victor surpreso e a Clair estava bastante curiosa para saber de tudo.
- O sinal tocou, vamos para a aula, quando largar eu lhes conto tudo o que aconteceu comigo- eu lhes disse com calma e tranqüilidade, acho que seria a primeira vez que estivera tão calmo.
Victor e Clair passaram toda a manhã me aperreando e me perguntando sobre as coisas que estavam acontecendo, eu insistia em só dizer no final da escola, eles aceitaram de mal grado, mas aceitaram. A sexta aula acabara, e logo Clair e Victor se aproximaram de mim.
- Esperem todos sair- eu disse de voz baixa, todos saíram, e Victor e Clair ficaram quietos só ouvindo o que eu tinha a dizer, certas partes eles ficaram assustados como a parte dos vultos, e em outras partes ele riram como a parte em que eu tentei levantar a espada, mas logo que terminei de contar toda a historia eles ficaram calados.
- O que será que esta por vir que o rapaz da cicatriz te disse?- perguntou Victor
- Não faço a mínima idéia, mas é algo que mudara a vida de todos nós - Depois de ter contado tudo para eles, fomos para uma lanchonete afinal era meio dia e meia, e estávamos com fome.
- Será que você vai destruir o mundo? – Disse Victor brincando e ao mesmo tempo serio.
- Não, se fosse isso acho que o rapaz da cicatriz teria me matado quando teve chance- eu disse a ele com a boca cheia de comida.
- Ahh... cara, não fala de boca cheia - disse Victor
-Foi mal.
-Então alguém vai te treinar? – perguntou Clair olhando para mim séria
.
- Não sei, mas a minha alma me diz que eu vou ter que ficar mais forte para enfrentar o que vem por ai- eu disse a Clair.
Depois de comermos, como de costume fomos deixar a Clair em casa depois de termos saído para algum lugar.
- Vá direto para casa, e nada de ver vultos por ai- disse Victor brincando.
- Pode deixar.
Chegando em casa, tudo já estava arrumado, provavelmente como eu não estava em casa meu pai deve ter arrumado toda a casa, fui para meu quarto pegar uma toalha para tomar banho, no banho fiquei olhando a marca na minha mão e me perguntei o que ela significaria.Saindo do banho fui para o computador pesquisar símbolos antigos e iro grifos , passei varias horas na internet até achar o símbolo que estava na minha mão.Só tinha apenas uma palavra para o significado do símbolo “Dragão” não entendi o que isso significaria ao certo, mas de certa forma isso poderia explicar a imagem do Dragão negro de Olhos Azuis que eu tinha visto. Já era noite e fui para a cama pensando no significado do símbolo, bem acho que pior que já está não vai ficar então acho que posso ter uma noite tranqüila de sono.
- Cheguei- Grita minha irmã Aline, que acabara de chegar do CEFET.
- Já não será mais uma noite tranqüila de sono- Falei comigo mesmo, Olhando a marca em minha mão direita.

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