sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Capitulo 4


4. As lendas       
             Tudo na minha vida havia mudado Dois meses e meio se passara desde o inicio do meu treinamento, desde que comecei a treinar cortei meus laços de amizade com qualquer pessoa principalmente com Victor e Clair, eu estava focado no meu treinamento, o qual meu único objetivo era me superar cada vez mais, o treinamento de Aaron era difícil, havia momentos que meu corpo já não agüentava mais e queria muito desistir, mas com muita convicção tentava superar  a dificuldade que meu corpo passara. Aaron dissera que meu treinamento seria separado em três fases as quais ele não me disse, só a primeira que tava que meio para adivinhar. Durante em torno desses dois meses meu Treinamento fora passeado apenas na forma física, minha força, agilidade, percepção, reflexões, aumentara esporadicamente, eu ate me assustara, pois me surpreendi no que eu era capaz de fazer.

             Como em toda manhã levanto, só que não mais como antes, acordo atento, e bem agitado já, minha disposição melhorara muito, minha irmã estava de folga hoje era quarta-feira, fui para o chuveiro mais não cheguei a demorar no banho, a cada dia que passava eu ficava mais ansioso para saber qual seria o treinamento do outro dia, alem de treinar nas extremidades da escola eu ficara repassando os exercícios em casa. Estava em cima da hora para a escola e eu sabia que ia me atrasar, por isso peguei minha mochila passara pelo portão da frente.

             -Moleza – Falei comigo mesmo, olhando para o fim da rua, coloquei a mochila nas costas, parei um instante ali em pé fechei os olhos e me concentrei, no instante que abro os olhos começo a correr, no inicio fora uma velocidade normal, só que ia cada vez aumentando, era incrível como eu me movera tão facilmente, as casas passavam por mim que nem dava para ver direito elas, dobrei a esquina da rua, logo cheguei na principal, a movimentação dos carros era grande e era difícil para alguém normal passar por ali, bem eu não era exatamente normal, me afastei um pouco para trás e pegara um pequeno impulso, com bastante agilidade comecei a correr entre os carros, algumas horas chegara a me atrapalhar, mas nada que me fize-se erra um movimento, era como se eu visse exatamente  o centímetro que o carro iria tirar de mim, ate que eu olhando para todos os lados,meus olhos esbarraram numa garota dentro de um ônibus, Deus ela era linda, seus olhos verdes, um cabelo loiro liso, sua pele branca com um belo sorriso no rosto, e naquele instante toda a minha concentração se esvaíra, quando de repente eu volto a mim, e no mesmo momento vejo um carro buzinando e começou a frear fazendo um grande barulho com os pneus.

          - Droga – Falei quase gritando, no mesmo momento minha reação ao que estava acontecendo e na mesma hora não pensei no que fazer apenas fiz como eu estava olha para a esquerda, me inclinei para a esquerda e pegara impulso com a perna direita sem se mover, com o impulso da perna consegui dar um pulo, não sabia se seria o suficiente para sair da direção do carro, meu corpo deu um giro no ar e eu vi quando o carro passou por baixo de mim, com uma pequena distancia senti a cobertura do carro tocar nos meus cabelos, logo eu tinha saído da direção do carro, porem não tinha pegado tanto impulso para pular o carro inteiro e acabei batendo com o resto do corpo na parte superior da traseira do carro caindo assim no chão e girando.

            Logo o motorista do carro parou o carro e desceu desesperado, eu ficara deitado no chão meu braço direito estava a doer muito, eu estava achando que poderia ter quebrado, pois não conseguia mexe-lo.

            - Você esta bem garoto? – Me perguntou o motorista do carro muito preocupado, ele me ajudara a levantar.

           -Sim, sim eu estou bem não foi nada- eu disse bem tranqüilo para o motorista.

           -Como não foi nada? Eu te atropelei – Falou o motorista entrando em desespero, não fiquei prestando atenção ao que o motorista estava falando, fiquei procurando a garota do ônibus mais o ônibus já nem estava mais ali, abaixei a cabeça e continuei andando - Ei garoto, aonde você vai? Vem vou te levar para o hospital- disse o motorista, sua voz ficara cada vez mais longe.

            -Não será necessário – Falei gritando para o motorista.

          Meu corpo só tinha uns arranhões, e eu apenas não conseguia mexer o braço direito isso sim estava me preocupando, quando subi no ônibus uma garotinha disse que tinha algo vermelho no meu braço, eu não entendi o que ela tinha dito ate que vi que era sangue que estava escorrendo do meu ombro. Cheguei ao colégio e entrei correndo, logo Victor e Clair viram que meu braço estava sangrando e foram ver o que tinha acontecido.

         - Droga, Aaron vai reclamar de eu estar com o braço machucado, isso pode atrasar meu treino de hoje- falei comigo mesmo, lavando o corte no ombro direito.

        -kajhyn você da legal? – perguntou Victor, meio que sem fôlego.

        -Ta sim, ta tudo bem, não tem nada com o que você se preocupar aqui- eu disse para Victor frio e seriamente.

        - como assim? Seu braço esta sangrando cara, precisa ir para enfermaria- disse Victor preocupado.

       -Eu já disse que estou bem- falei meio que no grito, abaixei a cabeça- Não a nada para você aqui Victor, saia! – disse a Victor enquanto lavava o corte. Victor saira do banheiro com raiva e batendo a porta.

       - Como ele esta?- ouvi Clair perguntar a Victor.

       -Esta ótimo- disse Victor com ódio em suas palavras.

       Naquele dia depois da aula era o momento do meu treinamento, me encontrei com Aaron, ele me mandara fazer uma serie de exercícios que serviam como aquecimento, logo ele percebeu que eu não conseguia mexer o braço direito.

        - Porque não mexe o braço direito?- perguntou ele, logo eu lhe explicara o que acontecera mais cedo. – Você tem que manter a concentração kajhyn, ou essas coisas vão ocorrer freqüentemente e você poderá morrer- disse o Aaron seriamente.

        - Eu sei, desculpe, não voltara a acontecer- disse-lhe de cabeça baixa.

       Logo Aaron pegou meu braço direito e o estendeu, senti muita dor no meu ombro, fiz careta na hora.

          -Acho que esta quebrado – eu disse ao Aaron.

          -Não, não esta quebrado, apenas deslocado- disse Aaron com um pequeno sorriso no rosto – Prepare-se, no três irei puxar seu braço e colocar seu ombro no lugar.

          - Isso vai doer não vai? – perguntei com uma sobrancelha levantada.

          -Não, não, bem talvez um pouquinho- disse Aaron – no 3.

         - 1 2 – chegara no 2 ele puxara meu braço.

        -hmm... ahhh...- senti uma forte dor, arregalei os olhos na hora sentindo a dor calado, logo Aaron fez uma improvisação para que eu não mexe-se o ombro e deixa-se melhorar durante toda a noite, bem graças ao que aconteceu o meu treinamento estava comprometido naquele dia.

           -Bem... E agora? Não posso treinar o que vamos fazer? – eu disse coçando a cabeça baixa.

           -Senta ai, vou te contar umas das coisas que me contaram na época em que eu treinava- disse Aaron com um pelo sorriso no rosto.

          -Sabe kajhyn, como eu já te contara La quando você começou o seu treinamento, você é um Abysm assim como eu.

          - Mas é estranho, porque você não tem essa marca como eu?

          -Calma chegarei La.

          -Sabe nosso clã Abysm, ele surgiu há muitos séculos atrás este clã vivera em passiva harmonia com dragões, onde pessoas deste mesmo clã eram do tipo de pessoas combatentes, lutavam com qualquer tipo de arma, faca, espadas, lanças, dentre outros vários tipo de armas, porem eram passivos e só atacavam para se defender.

         -Legal... – Disse empolgado.

         -Daí, o clã já não achara certo lutar com armas já tão normais as quais todos usavam, então eles decidiram criar a sua própria linhagem de armas.

         -Isso poderia explicar a aldeia em que vi você com aquela espada.

         -Sim, aquela é um tipo de espada criada para os Abysm, pesada e para quem não tem treinamento com ela seria muito difícil manusear, já para aqueles do clã ela poderia ser manuseada de qualquer forma e poderia fazer qualquer tipo de movimento e ter agilidade com ela.

        -Hum... – eu estava prestando atenção a cada palavra que Aaron me dissera.

        -Porem foi quando tudo começou, um dos guerreiros mais fortes do clã se revoltou, e dizia que éramos o clã mais forte que existia e que nos deveríamos dominar todas os outros clãs. Muitos do clã discordavam dele,por alguns meses esse guerreiro havia sumido e ninguém saberá o que acontecera com ele, em uma noite este mesmo guerreiro aparecera na vila e desafiara o líder do clã, mas algo estava errado com aquele guerreiro, seu olhos já não eram mais os mesmo aos olhos que todos do clã usara.

        -Então aqueles olhos que você estava naquela noite...

        -sim, sim eles são os olhos comuns que todos do clã possuem porem o guerreiro havia olhos diferentes dos nossos e ele tinha uma marca no seu braço.Uma marca diferente, a marca era igual a sua kajhyn- disse Aaron e na mesma hora me assustei e arregalei os olhos.

        - A sua marca no seu braço começara a brilhar, era um tipo de brilho vermelho negro, que começara a se espalhar por todo o seu braço e por um instante parou, ate que o brilho parou e ficara apenas uma grande marca negra, seu olhos já não eram os mesmo depois desta cena, com seus olhos vermelhos como os de gato e com as três bolas rasgando sua pupila estavam voltados em olhos negros.

       - Pêra ai, você quer dizer que esta parte branca dos olhos humanos, nele ficaram negros?- perguntei meio que sem entender.

        - Sim, e seu olhos ficaram vermelhos como o sangue, o líder se recusou a lutar contra ele, o guerreiro estava fora de si e matou o líder do clã, logo todos tentaram dete-lo mais quase todos foram mortos também, naquela noite ele disse que criaria seu clã e mataria qualquer um que fica-se no seu caminho.

        -hmm... – Fiquei calado por um tempo revisando a historia na minha mente – Mas como você sabe disso tudo? – Perguntei com uma sobrancelha levantada.

        - Essa historia foi passada de geração em geração do nosso clã.

       - Poxa.

        Eu ficara surpreso com aquela historia, havia alguém do meu clã no passado que matou quase todos do seu próprio clã e ainda tentara dominar outros clãs, outros clãs.

        - Pêra um minuto ai, quer dizer que existe outros clã? – Perguntei.

        -Sim, sim Á o Clã dos Tchikênzo que descendem do clã Tchikên, a também o clã dos Silen eles descendem de um clã de assassinos e a o clã que era meio que inimigo do nosso clã era o clã dos Vaick, dentre outros e outros clãs, aposto que você ficaria surpreso o que eles são capazes de fazer.
        - O que, o que? – Perguntei super curioso

        - Cada clã tem uma habilidade, os Tchikên eram conhecidos por montar dragões, os Silen eram conhecidos por sua agilidade eles são muito rápidos, quase impossível vê-los,e o clã dos Vaick eram conhecidos por sua capacidade de criar elementos, capazes de criar pequenos fogos e outro elementos

        - E os Abysm? – perguntei curioso.

        -Os Abysm eram conhecidos alem de suas habilidades com suas laminas, era também conhecidos como, fontes de aura.

        - Hãm? Como assim fontes de aura? – Perguntei sem entender.

       - Fontes de aura, em batalha os mais fortes dos guerreiros do clã podiam gerar sua aura para suas armas deixando-as mais mortais.

       - Seri... serio ? Muito legal isso- disse super empolgado.

      - É, é bem legal, e forte, para obter esta técnica pode exigir anos de treinamento.

      -Poxa, haha, vou mostrar para você que conseguirei essa técnica em menos de um ano – Falei sorrindo, Aaron começou a rir.

     -Não vai conseguir perdendo a concentração fácil assim – disse Aaron.

      -Verdade, mas não voltara a acontecer.

        - Para seu bem é melhor que não- disse Aaron.

             Logo Aaron se tornara mais que um professor se tornara um amigo, e logo naquele momento Victor e Clair apareceram, estava segurando papeis e uma cartolina, parecia que tinha ido fazer algum trabalho na escola junto com o resto de um grupo de cinco pessoas, era estranho eu não esta La com eles, mas era necessário, Aaron disse que era necessário mais espero que tudo mude e eu recupere a amizade deles.
            Aaron estava se preparando para ir embora, pedi para que ele espera-se um pouco eu só iria beber um pouco de água e iria com ele, quando ia entrando dentro da escola, me deparei com Clair sua expressão era de raiva olhando nos meus olhos com um ódio no olhar.

          - Eu me enganei com você, você não era um amigo que eu pensara que fosse. Você excluiu Victor e eu da sua listinha de amigos NE? Mas tem nada não, agora sim podemos ver o verdadeiro kajhyn sem alma e muito menos coração que existe- disse a Clair com um olhar de ódio e tristeza, eu não pudera fazer nada, minha expressão era de seriedade e tristeza.

           Eu não sabia o que dizer a ela, a vi balançar a cabeça e virar as costas para vim, nesse momento ouvi um barulho estranho, era um tipo de luta de corpo a corpo, logo corri para fora da escola e Aaron estava a lutar com o mesmo cara que enfiara aquela lamina no meu peito, a luta era muito incrível, o cara estava com o mesmo tipo de lamina nas duas mãos e era muito rápido parecia que Aaron estava com dificuldades de se esquivar das laminas, ate que um momento Aaron fora lento e o cara das laminas dera um golpe com a lamina na horizontal indo para a vertical ao mesmo tempo, a lamina pareceu se desdobrar em varias partes e acaba virando um tipo de chicote  com um tipo de lamina estranha, o golpe que o cara das laminas deu acertou no braço do Aaron, ao acertar o cara da lamina puxou o chicote e fez o Aaron ficar de joelhos a alguns metros a sua frente, aquilo me deixou indignado, ver o Aaron perdendo daquela forma, eu tinha que fazer alguma coisa, na mesma hora em que o Aaron ficara de joelhos peguei o Maximo de impulso que pude com a perna esquerda e comecei a correr num ataque suicida em cima do cara das laminas, o cara das laminas logo me percebera porem eu não percebi que sua outra mão também tinha um chicote de laminas, quando notei o chicote já era muito tarde e apenas senti o chicote de laminas pegando no meu ombro direito e se cravando por toda as minhas costas, neste momento o cara puxara o chicote e o chicote saira rasgando meu ombro e as minhas costas, eu caira rolando no chão de dor com um corte profundo nas costas.

        O cara da laminas começara a conversa com Aaron, eu não ouvi o que eles falavam e por um momento Aaron parou de falar e olhou para mim seu rosto era de tristeza.

     - Eu irei – foi à única palavra que ouvi de Aaron, logo depois o cara se aproximou de Aaron e lhe dera um golpe muito forte que o deixara desacordado, eu me esforcei ao Maximo para ficar de pé e consegui o cara das laminas olhou para mim e na hora Clair apareceu do nada para ver o que acontecia e vira a situação.

   -Oh Meu Deus o que aconteceu aqui? – perguntou Clair preocupada com suas mãos na boca. O cara das laminas deu um sorriso e percebi que no mesmo momento, ele jogara uma faca na direção de Clair, não tinha como eu tira-la da direção da faca mais eu tinha como impedir que ela fosse atingida, pulei o mais longo que pude e estiquei o meu braço esquerdo e sentira a faca perfurar minha mão esquerda, cai no chão e não vira mais o cara nem Aaron e tudo escureceu acabei apagando por ter perdido muito Sangue.

                         “Esse é meu Único Jeito de ser”

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